As Artimanhas de Scapino
de MOLIÉRE
ESTREIA:
1 de novembro de 2026
90'_M/12
Esta cocriação nasce do encontro entre duas vontades artísticas: a de alargar relações entre companhias com percursos distintos e a de revisitar a obra de Molière à luz da contemporaneidade. A partir de um reconhecimento mútuo e de uma afinidade artística evidente, surgiu o desejo de desenvolver um projeto conjunto, capaz de cruzar experiências, linguagens e olhares.
Ambas as companhias possuem um percurso consistente na abordagem aos textos de Molière, procurando constantemente renovar a relação entre o repertório clássico e o presente. Foi desse diálogo, e por sugestão dos cocriadores envolvidos, que se chegou a «As Artimanhas de Scapino».
De uma atualidade surpreendente, este texto permite refletir sobre um mundo onde o parecer se sobrepõe ao ser, onde a sobrevivência passa muitas vezes pelo jogo das aparências, das ilusões e da hipocrisia social. Scapino, ludibriador engenhoso e profundamente teatral, coloca-se ao lado dos mais frágeis, utilizando a astúcia como arma de resistência.
Com mais de três séculos de existência, os arquétipos criados por Molière continuam a espelhar, de forma incisiva, as contradições da sociedade contemporânea. É a partir dessa herança que este espetáculo pretende satirizar o absurdo do presente, propondo um divertimento que convoca simultaneamente o riso e a reflexão. Aqui, o humor não é mero entretenimento, mas um dispositivo crítico, capaz de revelar tensões e provocar pensamento.
Esta cocriação, assente numa equipa que equilibra experiência e juventude, e numa tradução da reconhecida tradutora Alexandra Moreira da Silva, afirma-se como um espaço de partilha, renovação e crescimento artístico. Um projeto que reforça laços, amplia horizontes e contribui para o rejuvenescimento das duas estruturas envolvidas e dos seus intervenientes.
DOSSIER DE IMPRENSA
DOSSIER DE VENDA
ficha técnica
Texto Molière Tradução Alexandra Moreira da Silva Encenação Jorge Pinto Interpretação Bárbara País, Carolina Areias, Francisco Lima, Ivo Luz, Jorge Baião, Luís Bonito, Maria Marrafa, Pedro Barros de Castro e Rosário Gonzaga Cenografia Jorge Pinto Música e sonoplastia Ricardo Pinto Desenho de luz António Rebocho Figurinos Rosário Gonzaga Coprodução CENDREV e Ensemble – Sociedade de Actores
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