Exílio em Manaus
A partir dos textos de ARMANDO NASCIMENTO ROSA
Três intérpretes movem-se por um terreno instável, onde tempo, história e olhar oscilam. Entre factos, invenções e perdas confessadas ou herdadas, procuram vestígios de um mundo em desaparecimento, guiados por música ao vivo. No percurso, surgem fantasmas literários — António Patrício e Roberto Gomes — que se misturam às memórias do seringal e às marcas do trabalho na selva. O espetáculo convida o público a habitar um espaço onde passado e presente se confundem.
Texto complementar para a divulgação do objeto artístico:
A peça nasce do encontro entre memória, ficção e corpo em movimento. Partindo de relatos pessoais, ecos históricos e imaginários herdados, os intérpretes constroem um território onde presença e desaparecimento coexistem. A dramaturgia expõe camadas de um passado que insiste em reaparecer — nas vozes do seringal, nos gestos que transportam histórias silenciadas, nas figuras literárias que invadem a cena como espectros ainda ativos.
A música ao vivo funciona como uma pulsação constante, conduzindo a deriva entre tempos e lugares, enquanto a composição visual e performativa fragmenta e reconstrói narrativas, criando um espaço que se desdobra diante do público. Mais do que contar uma história, o espetáculo propõe uma experiência sensorial e crítica, convidando cada espectador a questionar o que permanece, o que se perde e o que continua a ressoar quando as vozes do passado se cruzam com o presente.
FICHA TÉCNICA
Direção Clara Passarinho Interpretação Fábio Nóbrega Vaz, Joana Tavares e Luiz Guarnieri Cenografia e Figurinos Maria Luiz Desenho de luz e Operação Técnica Rui Ferreira Fotografia e vídeo Berê Cruz e Thatiane Ferraz Design gráfico Larissa Kansler Música Joana Tavares Produção Armando Nascimento Rosa, Fábio Nóbrega Vaz e Luiz Guarnieri
Projeto financiado pela DGARTES

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HORÁRIOS
Segunda a sexta-feira
09:00 — 12:30 / 14:00 — 17:30