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Guintche
Marlene Monteiro
Esta peça deriva de uma pessoa que a artista desenhou como lembrança de um concerto. Dei-lhe o nome de Guintche e, entretanto, cresceu, ganhou uma vida própria, ganhou autonomia, rebelou-se. Guintche é uma palavra da língua crioula cabo-verdiana: é o nome de um pássaro, o nome de uma prostituta, mas também pode representar uma atitude, a de alguém que salta de um evento para o outro, sem coerência nas suas escolhas. Através da sua estrutura contraintuitiva, Guintche responde à escultura em cera — derrete, solidifica, muda de forma… No entanto, mantém sempre a mesma natureza, ou seja, permanece feita da mesma cera. — Marlene Monteiro Freitas

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Segunda a sexta-feira
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