Dança
19 de Setembro
21H30
60'_M/6
Organização: CDCE – Companhia de Dança Contemporânea de Évora
FIDANC / A vida feral na luz, sem desviar o olhar
NÉLIA PINHEIRO (PT)
A edição de 2026 do FIDANC apresenta-se com um novo formato, dilatado no tempo e distribuído por três localidades do Alentejo Central. A programação desenvolve-se a partir de linhas curatoriais centradas na relação entre corpo, identidade, ação performativa e ocupação do espaço, cruzando apresentações em sala, intervenções no espaço público, propostas site-specific, artes visuais, formação e participação.
Entre 12 e 19 de setembro, o corpo central da programação ocupa vários espaços de Évora e estende-se a Monsaraz e Vera Cruz, reunindo artistas nacionais e internacionais com diferentes percursos. Évora mantém-se como centro do festival, enquanto Monsaraz e Vera Cruz acolhem atividades abertas às comunidades locais e a públicos de diferentes idades.
O festival promove, assim, o encontro entre artistas, territórios e públicos, estabelecendo um percurso entre criação contemporânea, património e comunidade e convocando o corpo como linguagem de relação, memória e transformação.
Organizado pela CDCE – Companhia de Dança Contemporânea de Évora, estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes, o FIDANC 2026 conta com o apoio da Câmara Municipal de Évora, Biblioteca Pública de Évora, Junta de Freguesia de Monsaraz e Junta de Freguesia de Vera Cruz, e com o patrocínio da VINHA.
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A vida feral, sem desviar o olhar atravessa a memória da violência humana como um campo contínuo de repetição e sobrevivência. Entre ecos de catástrofes passadas e presentes, a peça constrói uma cartografia fragmentada onde o tempo colapsa num mesmo eixo de destruição. No centro do dispositivo cénico, um corredor de luz em espinha organiza o espaço como uma linha viva de tensão e memória, conduzindo o olhar do público sem possibilidade de fuga. Os corpos atravessam este eixo como matéria vulnerável e resistente, inscritos numa lógica de sobrevivência que oscila entre o instinto e a exaustão. Noé surge como figura de impotência: não salvador, mas testemunha. Ele constrói abrigo, mas não impede o colapso; salva fragmentos, mas não o todo. A sua presença expõe a fragilidade de uma humanidade que insiste em repetir os seus próprios limites. Um espetáculo sobre ver sem desviar o olhar. Sobre permanecer dentro daquilo que insiste em desaparecer.
FICHA TÉCNICA
Direção / Coreografia NÉLIA PINHEIRO Assistente da Direção Artística GONÇALO ALMEIDA ANDRADE Bailarinos FÁBIO SIMÕES, FRANCISCO FREIRE, GONÇALO ALMEIDA ANDRADE, RAFAELA NUNES, SARA GOMES Música / Sonoridades GONÇALO ALMEIDA ANDRADE Figurinos JOSÉ ANTÓNIO TENENTE Cenografia NÉLIA PINHEIRO Apoio Dramatúrgico SURESH NAMPURI Direção de Produção RAFAEL LEITÃO Produção VITOR MORAIS Comunicação e Redes Sociais JOÃO SANTOS Técnica BLACK BOX Produção CDCE 2026 Coprodução CDCE, CINE-TEATRO AVENIDA - CASTELO BRANCO Apoio C.A.M – Centro Artes de Marvila, Prodança
A CDCE é uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes, e tem o apoio da Câmara Municipal de Évora.

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HORÁRIOS
Segunda a sexta-feira
09:00 — 12:30 / 14:00 — 17:30