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Cabaré de Ofélia
Auto da Festa
Co-produção Cendrev/Teatro da Trindade
Cabaré de Ofélia
Armando Nascimento Rosa
Cabaré de Ofélia é uma peça cómica e dramática, poética e musical, que revisita livremente o universo do Modernismo português da geração de Orpheu, trazendo à cena uma autora quase esquecida, e desconhecida de muitos, que, não obstante isso, foi a única poetisa, em Portugal, que integraria o movimento por afinidade estética (uma vez que nunca pertenceu ao conjunto dos autores que fizeram Orpheu): Judith Teixeira (Viseu, 1873 - Lisboa, 1959). Teve ela ainda a glória infeliz de ver livros seus apreendidos e queimados em praça pública, na Lisboa de 1923, juntamente com obras de António Botto e Raul Leal. O perfil libertário e provocatório de Judith faz dela, só por si, uma personalidade fascinante para que a cena a reinvente.
À personagem transformista de Daisy Mason, recriada pelo autor a partir de Álvaro de Campos, junta-se na cena Ofélia Queiroz, a namorada vitalícia de Pessoa que, inesperadamente, dá nome a este cabaré no Odre Marítimo, e ainda a «estranha» Cecily, que Daisy adopta como filha, arrancando-a à vida das ruas do Rio de Janeiro, em 1915, quando essa «diva da poesia e do music-hall» apresenta em digressão um show/recital na cidade brasileira, dedicado aos poetas de Orpheu.
Cabaré de Ofélia é uma odisseia insubmissa, cosmopolita e lusófona, que lança o repto por um teatro vivo de portuguesa origem que arrisque e reinvente a comunicação cénica com palavras e música.

20 a 23 e 28 a 31 de Maio
Teatro Garcia de Resende
  
18 a 29 de Junho
Teatro da Trindade, em Lisboa
  
4 a 6 de Julho
Recreios da Amadora
 

 
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